segunda-feira, 3 de março de 2014

metáforas de então

Havia uma corça incendiada nas metáforas de então
- por dentro do sonho por dentro da semente
muitas vezes irmãos e madrugadas conviviam no verso
e apertávamos o nó da garganta no lugar da gravata.
Sugeríamos flores, vermelhas e livres de preferência.
Fe-lo-res, soletrávamos, trinávamos, mais e mais futuro.
Confundíamos já com amanhãs, o tempo era imortal como nós éramos
- jovens em abril.
Por tanto gastámos, meu amor, as ruas, as gaivotas e os poemas justos.
Ficámos com uma história difícil para contar.