A verdade é um cu-de-boi.
A verdade altera a ordem de grandezas, o sino alto repica e ela mora
mais alto ainda e não há escada que lhe chegue.
A verdade lamenta-se por tudo e por nada, nem sempre tem razão.
A verdade nunca chega a horas e, quando chega, não é ela.
Olhei a verdade e sorri. Desta vez desmascarei-te, disse eu. Ela
sorriu de volta, tinha a face mais bela que alguém pode sonhar. Mas
estava muito cansada, adormeceu num instante.
A verdade ia a passear num denso bosque e chamaram por ela.
Assustou-se tanto que se transformou na raiz de uma árvore.
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