Como é que se cura o frio, pergunta a osga.
Como é que o calor se despe, responde a parede.
Experimenta moveres-te um pouco para a direita, incita a osga.
E o sol não virá atrás de mim, desconfia a parede.
Quando o sol te apanhar foges outra vez, sugere a osga.
Assim viveram sossegadamente desconfortáveis para sempre, a osga aguardando a nesga de sol quotidiano, a parede aos saltinhos, sem conseguir mudar de pele.
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