sábado, 23 de novembro de 2013

no aniversário de Herberto Helder

Quando, numa estação de comboio
bichos apressados, garrafas partidas, o cheiro quotidiano da ruína
a voz se esgueira para a última carruagem, a que há-de chegar ao lado oposto com o rigor insurrecto da infância.  

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